A História do Café – da África à Europa (parte 1)

Conhecendo a história do grão mais famoso do mundo. 

O café é a segunda bebida mais consumida no mundo, ficando atrás apenas da água. Encontrou solo fértil na região Vale do Café, onde houve a maior produção mundial durante o século XIX.

Vamos percorrer o início da história desse grão e entender como, de bebida depreciada, tornou-se a queridinha dos europeus. 

Ele foi descoberto na Etiópia, por volta do ano 575 A.C e sua história é longa, permeada por disputas, crendices e tem início com algumas lendas, que possuem em comum um pastor etíope, chamado Kaldi, e monges, que perceberam que mascar sua fruta trazia energia extra.

Uma das lendas conta que o responsável por um monastério, assustado com os efeitos do café, atirou os frutos ao fogo, fazendo com que um perfume delicioso tomasse conta do ambiente. Ele acabou, depois, permitindo que os monges fizessem uma infusão com os grãos torrados, criando assim nossa famosa bebida!

A infusão recebeu o nome de Kahwah ou cahue, que significa força, e foi adotada como a bebida do mosteiro.

Uma das primeiras cafeterias foi aberta em 1475,  na Turquia, chama-se Kiva Han. De lá, o café conquistou a Europa, chegando em 1615 a Veneza, e era tratado como especiaria de luxo.

Por ser uma bebida de país muçulmano, o café foi inicialmente considerado herege, e o Papa Clemente VIII propôs que a bebida fosse batizada com o intuito de torná-la cristã.

Casamento ou uma xícara de café?

Apesar de ser rechaçado pelo igreja, não houve como frear sua popularidade. Em 1735 já existiam 8 cafeterias na Alemanha, e,  uma delas, a Zimmermann, foi palco para a cantada de Bach, pequena opereta inspirada no café.

Na história, um senhor queria coibir o “péssimo” hábito da filha de consumir a bebida, e tenta convencê-la a trocar o café por um marido. Ela, por sua vez, aceita o casamento, mas elabora um contrato em que o marido deveria permitir que ela tomasse café quando sentisse vontade. Alguém aí se reconhece e teria essa cláusula como condição?

O café conquistou a Europa rapidamente, o que assustou alguns setores da economia da época. Comerciantes acreditaram que ele seria um concorrente para o vinho e o queijo, atrapalhando suas vendas, e alguns governantes tentarem intervir na produção, criando um monopólio da produção do grão. Nada deu certo e a força e popularidade do café prevaleceu.

Com o início das ideias iluministas e necessidade de locais para reunião de pensadores, houve um verdadeiro “boom”das cafeterias a partir do século XVIII. Entre um café e outro, pensadores articulavam ideias que resultariam em transformações políticas, comportamentais e revoluções, entre elas a Revolução Francesa.

O café e a xícara de café

Outra indústria que começou a ganhar força junto com a popularização do café foi a da porcelana. Incialmente, o café ainda era caro para ser consumido pelas massas, e seus primeiros utensílios eram feitos em prata, direcionados às pessoas mais ricas. Porém, a prata queimava os dedos quando usada para líquidos quentes, e, as de porcelana, que adquiriram asas para os dedos, tinham essa função isolante do calor.

Até 1800 as famílias abastadas brasileiras importavam sua louça, de porcelana, diretamente da Inglaterra e da França. Entre elas as produzidas pela empresa Wedgwood & Sons.

Quem é apaixonado por xícaras irá adorar ver alguns exemplares raros, em modelos únicos, podem ser vistos no Hotel Fazenda União , na Fazenda do Paraizo  e na Fazenda São Luiz da Boa Sorte .

Nas fotos, detalhes de xícaras antigas e mesas de café postas como antigamente  e presença em piqueniques: o café definitivamente adentrou as casas e ganhou lugar de destaque na refeição.

Publicado por Imbirema Comunicação

Empresa de Comunicação especializada em produção de conteúdo, assessoria de imprensa e marketing digital.

2 comentários em “A História do Café – da África à Europa (parte 1)

  1. Prezados amigos, boa tarde!
    Muito obrigada por estarem compartilhando essa história maravilhosa do café. Essa especiaria divina que nos embriaga com seu sabor dos deuses.
    Um grande abraço.
    Márcia Mello

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